Mostrar mensagens com a etiqueta amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amor. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
o meu filho zizo é que sabe...
- afinal parece que hoje não vai chover, embora o tivessem dito na previsão do tempo...
- mãe, era uma previsão e não uma decisão!
(toma!!!!)
Etiquetas:
amor,
aprendizagem,
especial,
orgulho,
zizo
quarta-feira, 15 de junho de 2016
domingo, 12 de junho de 2016
e quando acordas... já tens um filho 'finalista'!
créditos de imagens- alice | temcalmaqueeusoutuamae.blogspot.com
estás crescido meu filho, como o tempo passa rápido e nós, muitas vezes, não o sabemos aproveitar na sua plenitude, despendendo as nossas energias com preocupações e coisas sem importância.
meu filho, no teu livro de finalistas, eu e pai escrevemos-te uma dedicatória que falava de sonhos: de como serás capaz de tudo o que quiseres, se o sonhares com muita força e fizeres o necessário para tornar o sonho realidade. e nós estaremos aqui, para te apoiar e ajudar a crescer. por vezes somos um pouco ríspidos contigo, verdade, sabemos disso, porque és um menino muito desafiante e, por vezes, não sabemos entrar no teu mundo como deveríamos mas isso filho, é porque estamos a aprender contigo e essa aprendizagem é árdua... mas de uma coisa podes ter a certeza: o nosso amor por ti, e pelo mano, é inesgotável e eterno e tudo o que fazemos é pensando no vosso bem, preparando-vos, o melhor que sabemos, para a vida. a vida não é fácil, mas é bela!
parabéns meu querido finalista! muito, muito, muito orgulho em ti!
sexta-feira, 27 de maio de 2016
cumplicidade de irmãos
na noite anterior fui deitar os miúdos, li uma história ao g, beijinhos e miminhos e deixei-no na cama, enquanto me despedi do zizo (que já não tem muito interesse em histórias lidas pela mãe). entretanto o g começa a chorar, a pedir para ir dormir na minha cama, não queria estar sozinho. voltei lá e expliquei que ainda tinha que tomar banho e secar o cabelo, por isso ia estar com a luz acesa e fazer barulho e que, se ele estivesse no meu quarto não ia conseguir adormecer. apesar de não estar com muita convicção, deixei-o mais calmo no quarto e fui arranjar-me.
já estava no banho quando o ouvi chorar e a chamar. apressei-me, mas deixei de o ouvir, pensando que tivesse adormecido naquele intervalo, ou que o joão tivesse resolvido o assunto. acabei de me preparar tranquilamente.
quando lá vou espreitar, o g não estava na sua cama. fui ao quarto do z e estavam os dois, muito juntinhos, apertados na cama pequena, já a dormir profundamente.
os dois rostinhos de anjo dormindo, num gesto de ternura e cumplicidade difícil de descrever, mas sentidos com muita intensidade, que gravei na memória e no coração!
terça-feira, 10 de maio de 2016
a minha avó
créditos de imagem- alice | temcalmaqueeusoutuamae.blogspot.com
a sua mente já não recorda quem sou, mas o carinho no olhar liga-nos
profundamente e reconhece o amor no coração e a afinidade que temos nas
almas.
- como te chamas minha menina?
- és tão bonita! (saio à minha avó, respondo.)
- tens filhos?
- quantos são?
- onde moras?
- ah, és tu minha menina!
(volta a perguntar-me se tenho filhos).
e olha-me nos olhos com ternura e
abraçamo-nos. hoje, os seus beijinhos foram infinitos e doces, ao ponto de não
me largar, naquele momento de tão intenso amor.
querida avó com nome de flor!
a doença já não a deixa recordar que sou a sua neta mais
velha, que me ajudou a criar com tanta ternura e dedicação, que tanta coisa me ensinou e ensina!
só não lamento que não recorde as agruras da vida difícil que teve,
dos filhos que viu partir em tenra idade ou ainda antes de nascer, das desconsiderações
de um marido duro e possessivo, das privações, das dificuldades financeiras. do
ter de fazer 15 km a pé, madrugadas fora, para ir servir em casas de senhoras
ricas, quando estava na flor dos seus 14 anos. das dores nos ossos de que toda
a vida padeceu.
querida avó que agora está sempre a cantar "oh rosinha, oh rosinha do meio" e "oh rosa arredonda a saia", e anseia por mimos e atenção;
que trata da sua filha, minha mãe, como se de uma bebé se tratasse, mas é ela quem
em bebé se tornou; que se entretém a fazer infinitos cachecóis de tricô para passar
as horas da sua dependência.
mas a minha avó continua a ser a minha avó, a pedra preciosa da familia. aquela senhora
redondinha, de fofos e fartos cabelos de nuvem cinzenta, que adora doces e passeios e
que tem um sorriso fácil nos lábios e abraços generosos.
que felicidade é saber
que ela está cá, para nos lembrar do seu exemplo de vida, que nunca devemos
desistir de viver nem de ver o que de bom temos à nossa volta.
querida avó rosa, querida flor, que hoje, mais uma vez, me encheu a alma de esperança e amor. avó, hoje o seu abraço fez-me sentir o quão infinito o nosso amor pode ser!
domingo, 8 de maio de 2016
dia de mimar os meus rapazes
hoje fiz um brunch, de forma a aproveitar algumas coisas que estavam a ficar fora de prazo, tendo resultado numa refeição deliciosa, diferente e muito apreciada!
ementa:
- néctar de laranja e cenoura (receita daqui)
- espargos cozidos a vapor (varoma bimby); topping de azeite, queijo mozzarella fresco e tomate chucha, tendo ido ao forno gratinar
- ovos recheados com pasta de atum e maionese
- cogumelos recheados com requeijão - uma delícia e a repetir: refoguei cebola, alho, uma mão cheia de folhas de espinafres e alho francês em azeite; juntei os talos dos cogumelos (picadinhos); depois de cozido, juntei o requeijão esmagado; deixei cozinhar um pouco e, por fim, adicionei nozes partidas em bocadinhos. recheei os cogumelos (que já tinham estado 10 min no forno) e levei ao forno a gratinar. muito bom mesmo!
- folhadinhos de alheira - refoguei cebola, alho francês e alho juntamente com uma alheira esmagada; cortei uma base de massa folhada em quadrados, que recheei com o preparado. forno - 20 min.
- gelatina com fruta (morangos e pêssego em calda) e iogurte grego
- muffins de framboesa e chocolate branco (receita daqui); aprovadíssimos!

créditos das imagens- alice | temcalmaqueeusoutuamae.blogspot.com
ementa:
- néctar de laranja e cenoura (receita daqui)
- espargos cozidos a vapor (varoma bimby); topping de azeite, queijo mozzarella fresco e tomate chucha, tendo ido ao forno gratinar
- ovos recheados com pasta de atum e maionese
- cogumelos recheados com requeijão - uma delícia e a repetir: refoguei cebola, alho, uma mão cheia de folhas de espinafres e alho francês em azeite; juntei os talos dos cogumelos (picadinhos); depois de cozido, juntei o requeijão esmagado; deixei cozinhar um pouco e, por fim, adicionei nozes partidas em bocadinhos. recheei os cogumelos (que já tinham estado 10 min no forno) e levei ao forno a gratinar. muito bom mesmo!
- folhadinhos de alheira - refoguei cebola, alho francês e alho juntamente com uma alheira esmagada; cortei uma base de massa folhada em quadrados, que recheei com o preparado. forno - 20 min.
- gelatina com fruta (morangos e pêssego em calda) e iogurte grego
- muffins de framboesa e chocolate branco (receita daqui); aprovadíssimos!






créditos das imagens- alice | temcalmaqueeusoutuamae.blogspot.com
sábado, 9 de abril de 2016
1/4 da minha laranja
sexta-feira, 8 de abril de 2016
e o que acontece quando decides experimentar metilfenidato por conta própria?
ontem tomei 27 mg, (a dosagem diária prescrita para o meu filho zizo). não senti qualquer efeito.
hoje decidi dobrar a dose. foram 2 comprimidos de enfiada.
o que pude sentir de diferente em mim
- fisicamente: falta de apetite, durante todo o dia mãos e lábios ligeiramente dormentes e frios, sensação de boca fresca, o ritmo cardíaco mais acelerado
- emocionalmente: mais sensível do que num dia "normal", ansiedade, impaciência, irritabilidade
ou seja, bastante diferente do que esperava... também é verdade que o dia de trabalho teve bastante pressão e, devido à situação de ontem com o z, não estava, emocionalmente, no meu melhor.
" és doida"!, disse-me uma amiga com quem hoje desabafei.
eu sei, mas queria perceber melhor como o meu filho se sente com a medicação. quero perceber se me consigo focar mais facilmente , se estou mais tranquila, se não perco capacidade de discernimento ou se sinto algum tipo de euforia.
também sei que para sentir realmente efeito, teria que fazer terapêutica, na dose ajustada, pelo menos durante uma semana, o que, obviamente não tenho intenção de fazer. também acredito que não corri grandes riscos com esta "experiência" meio irrefletida.
enfim, concluí que não serviu de muito nem aconselho ninguém a fazer o mesmo.
volta e meia aparecem noticias (sem fundamentos científicos e muito especulativas bem sei, mas que deixam sempre apreensiva), relacionadas com a eventual dependência e outros milhentos efeitos colaterais que este tipo de medicamentação poderá causar.
já abordei esta questão várias vezes com a pedopsiquiatra e outros profissionais de saúde, sei que os estudos científicos existentes comprovam a segurança e a eficácia de um medicamento com dezenas de anos de estudos, desde que devidamente prescrito e usado sob supervisão clínica. confio nestas opiniões, contudo, preferia não ter que o dar, vivo este dilem com muita angústia e preocupação com o futuro. também reconheço que não resolve, por si só, as dificuldades que o meu filho enfrenta no seu dia-a-dia. mas ajuda-o a estar mais recetivo e colaborante na escola. será realmente este o caminho a seguir...???
quarta-feira, 6 de abril de 2016
meus filhos, minha vida!
"o tempo, pouco a pouco, me liberará da extenuante fadiga de ter filhos pequenos, das noites sem dormir e dos dias sem repouso. das mãos gordinhas que não param de me agarrar, que me escalam pelas costas, que me pegam, que me buscam sem cuidados, nem vacilos. do peso que enche meus braços e curva minhas costas. das vezes que me chamam e não permitem atrasos nem esperas.
o tempo me devolverá a folga aos domingos e as chamadas sem interrupções, o privilégio e o medo da solidão. acelerará, talvez, o peso da responsabilidade que as vezes me aperta o diafragma.
o tempo, certamente e inexoravelmente esfriará outra vez a minha cama, que agora está aquecida de corpos pequenos e respirações rápidas.
esvaziará os olhos de meus filhos, que agora transbordam de um amor poderoso e incontrolável. tirará de seus lábios meu nome gritado e cantado, chorado e pronunciado cem mil vezes ao dia.
cancelará, pouco a pouco ou de repente, a confiança absoluta que nos faz um corpo único, com o mesmo cheiro, acostumados a mesclar nossos estados de ânimo, o espaço, o ar que respiramos.
como um rio que escava seu leito, o tempo perigará a confiança que seus olhos têm em mim, como ser onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o mar, consertar o inconsertável e curar o incurável. deixarão de me pedir ajuda, porque já não acreditarão mais que em algum caso eu possa salvá-los. pararão de me imitar, porque não desejarão parecer-se muito a mim. deixarão de preferir minha companhia em comparação com os demais (e vejo, isto tem que acontecer!).
se esfumaçarão as paixões, as birras e os ciúmes, o amor e o medo. se apagarão os ecos das risadas e das canções, as sonecas e os "era uma vez... com o passar do tempo, meus filhos descobrirão que tenho muitos defeitos e se eu tiver sorte, me perdoarão por alguns deles.
eles esquecerão, mas ainda assim eu não esquecerei. as cosquinhas e os "corre-corre", os beijos nos olhos e os choros que de repente param com um abraço, as viagens e as brincadeiras, as caminhadas e a febre alta, as festas, as papinhas, as carícias enquanto adormecíamos lentamente.
meus filhos esquecerão que os amamentei, que os balancei durante horas, que os levei nos braços e ás vezes pelas mãos. que dei de comer e consolei, que os levantei depois de cem caídas.esquecerão que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um dia que me necessitaram tanto, como o ar que respiram.
esquecerão, porque é assim mesmo, porque isto é o que o tempo escolhe.
e eu, eu terei que aprender a lembrar de tudo para eles, com ternura e sem arrependimentos, incondicionalmente. e que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com estes pais que não querem esquecer."
(autor desconhecido)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
gratidão
há dias cruzou-se na minha vida uma pessoa muito especial. um antropólogo, professor universitário doutorado, eloquente. cruzou-se comigo numa formação onde estavam mais 35 pessoas, um grupo grande. por sorte ou por falta dela, sempre que houve trabalhos em grupo, nunca coincidiu ficarmos no mesmo, mas havia algo que me impelia a falar com ele, após observar as suas intervenções e formas de agir durante os 8 dias de formação.
tentei abordá-lo num intervalo, mas a conversa foi muito fugaz. entretanto surgiu uma outra possibilidade de conversa informal, num almoço em que ficamos frente a frente. enchi-me de coragem e atrevi-me a entrar no seu mundo, dizendo - sabes, fazes-me lembrar muito o meu filho mais velho. - a sério? porque dizes isso? - e a talho de foice lá fui revelando a forma de ser e agir do meu menino, as dificuldades na escola e nas interações sociais e a minha preocupação no desafio de o educar por entre o amor incondicional e a forma mais rígida a que, muitas vezes. recorria na tentativa de o preparar para o mundo.
- estou a rever nas tuas palavras o menino que eu fui... - e então abriu-se e falou-me sobre o seu percurso na infância, do que sofreu com a exclusão, o quanto se sentia solitário, as dificuldades na escola (sobretudo na matemática, como o meu zizinho), os medos e fobias. ainda hoje, apesar de ser um homem profissionalmente realizado e independente, considera-se solitário, hipocondríaco, incompreendido, com algumas obsessões. precisa do seu mundo para se refugiar, as suas músicas, os seus livros.
esta conversa, que para mim foi libertadora, para ele foi dolorosa. no fim, abraçamo-nos com alegria, senti uma imensa gratidão!
- o teu filho deve ser um miúdo fantástico!
- é, o meu filho é um miúdo fantástico. gostava que um dia o conhecesses.
e daí em frente temos mantido contacto.
as emoções que senti ao perceber que a minha missão é ensinar o meu filho a ser feliz acima de tudo, ensinando-lhe estratégias para se adaptar, minimamente, aos outros e ao contexto, foram o inicio de uma caminhada, desafiante e muito inspiradora.
cheguei a casa e contei ao joão. nesse momento, continuei a minha "libertação" de emoções e chorei, chorei, chorei. sei que, embora não o consigamos demonstrar da mesma forma, a nossa intenção é a mesma, o que queremos é que os nosso filhos sejam felizes, realizados, mas felizes. e fizemos um pacto no tipo de disciplina e educação para com eles. não temos que os moldar ao nosso conceito do "ideal", temos que os respeitar na sua forma única de ser, com amor, com paciência, com resiliência. eles terão, no seu futuro, a riqueza destes ensinamentos também na sua forma de agir e viver.
tentei abordá-lo num intervalo, mas a conversa foi muito fugaz. entretanto surgiu uma outra possibilidade de conversa informal, num almoço em que ficamos frente a frente. enchi-me de coragem e atrevi-me a entrar no seu mundo, dizendo - sabes, fazes-me lembrar muito o meu filho mais velho. - a sério? porque dizes isso? - e a talho de foice lá fui revelando a forma de ser e agir do meu menino, as dificuldades na escola e nas interações sociais e a minha preocupação no desafio de o educar por entre o amor incondicional e a forma mais rígida a que, muitas vezes. recorria na tentativa de o preparar para o mundo.
- estou a rever nas tuas palavras o menino que eu fui... - e então abriu-se e falou-me sobre o seu percurso na infância, do que sofreu com a exclusão, o quanto se sentia solitário, as dificuldades na escola (sobretudo na matemática, como o meu zizinho), os medos e fobias. ainda hoje, apesar de ser um homem profissionalmente realizado e independente, considera-se solitário, hipocondríaco, incompreendido, com algumas obsessões. precisa do seu mundo para se refugiar, as suas músicas, os seus livros.
esta conversa, que para mim foi libertadora, para ele foi dolorosa. no fim, abraçamo-nos com alegria, senti uma imensa gratidão!
- o teu filho deve ser um miúdo fantástico!
- é, o meu filho é um miúdo fantástico. gostava que um dia o conhecesses.
e daí em frente temos mantido contacto.
as emoções que senti ao perceber que a minha missão é ensinar o meu filho a ser feliz acima de tudo, ensinando-lhe estratégias para se adaptar, minimamente, aos outros e ao contexto, foram o inicio de uma caminhada, desafiante e muito inspiradora.
cheguei a casa e contei ao joão. nesse momento, continuei a minha "libertação" de emoções e chorei, chorei, chorei. sei que, embora não o consigamos demonstrar da mesma forma, a nossa intenção é a mesma, o que queremos é que os nosso filhos sejam felizes, realizados, mas felizes. e fizemos um pacto no tipo de disciplina e educação para com eles. não temos que os moldar ao nosso conceito do "ideal", temos que os respeitar na sua forma única de ser, com amor, com paciência, com resiliência. eles terão, no seu futuro, a riqueza destes ensinamentos também na sua forma de agir e viver.
créditos de imagem - alice | temcalmaqueeusoutuamae.blogspot.com
what goes around, comes around
há quase um ano atrás prometi voltar, mas não cumpri essa intenção... tanta coisa aconteceu desde então, algumas coisas muito boas, outras nem por isso. das menos boas, ficou a certeza de que retirei aprendizagens, ainda que a custo de uma boa dose de lágrimas e de dor, das boas, a certeza de que quando nos concentramos em tudo o que é de mais positivo, a perspetiva sobre o mundo, o mundo grande e o nosso mundo pequenino, passa a ser outra e vivemos com uma outra intensidade e tranquilidade, aproveitando o amor em doses reforçadas.
as últimas três semanas foram de grande reflexão e instrospeção em torno de mim mesma, do que eu sinto, do que eu quero, do que eu faço - ou fazia - uma vez que agora me permito agir com base na consciencialização prévia. mais do que nunca, sei que tenho todos os recursos que preciso dentro de mim, só tenho que aprender a ativá-los. sinto-me nova, sinto-me em paz, sinto-me bem!
domingo, 30 de novembro de 2014
árvore da gratidão
improvisada a partir de um galho do pinheiro moribundo e zelozamente guardada pelo soldadinho de chumbo, apresento-vos a nossa árvore da gratidão!
a partir de amanhã e até ao último dia do ano, vamos escrever mensagens de gratidão, individualmente ou em família, e pendurar na árvore.
no 1º dia de 2015 iremos ler os papelinhos e lembrar as coisas boas que a vida nos deu e como é bom saber apreciar e reconhecer pequenas grandes coisas que fazem cada dia valer a pena!
domingo, 23 de novembro de 2014
oito
é alucinante a rapidez com que cresces, a rapidez com que aprendes, a rapidez com que encantas!
8 anos meu filho, 8 anos de tanto amor e aprendizagem!
parabéns meu zizinho querido, sei que estes dias foram muito felizes e cheios de surpresas e sorrisos!
#1 - o bolo "ninjago" que levou para a escola, para comemorar o aniversário com os coleguinhas de turma

# 2 - o mini-bolinho brownie oreo para cantar os parabéns em casa
# 3 - o choco-explosivo bolo (de cenoura :)) para comemorar o aniversário em família, em casa dos avós
um dos presents, uma bicicleta nova
manhã cedo, o mano ofereceu-lhe um capacete
parabéns meu amor!
a sessão de cinema com os amiguinhos (filme "os monstros das caixas")
domingo, 9 de novembro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
happy :)
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
sábado, 26 de julho de 2014
imagina como é viver com autismo de alto funcionamento
este vídeo é um resumo simples e rápido para perceber algumas caracteristicas deste mundo especial
... o não conseguir, nos mesmos timings, o mesmo que as outras crianças - andar de bicicleta, trotinete, patins ou ser desajeitado para o desporto em geral
... alguma inadaptação e reações inadequadas na sala de aulas
... a hipersensibilidade aos ruídos
... alguns medos
... as reações estranhas no meio de "pequenas multidões"
assim é o meu zizinho.
com dificuldades em algumas coisas, precoce noutras tantas. um menino inteligente, cativante, criativo, curioso, meigo, muito talentoso com legos e construções e que quer ser piloto de caças ou mesmo um ninja :)!
já agora, sabias que...
... o não conseguir, nos mesmos timings, o mesmo que as outras crianças - andar de bicicleta, trotinete, patins ou ser desajeitado para o desporto em geral
... alguma inadaptação e reações inadequadas na sala de aulas
... a hipersensibilidade aos ruídos
... alguns medos
... as reações estranhas no meio de "pequenas multidões"
assim é o meu zizinho.
com dificuldades em algumas coisas, precoce noutras tantas. um menino inteligente, cativante, criativo, curioso, meigo, muito talentoso com legos e construções e que quer ser piloto de caças ou mesmo um ninja :)!
já agora, sabias que...
domingo, 20 de julho de 2014
ainda com o coração nas mãos e o meu filho colado nos braços...
obrigada Deus meu! obrigada Anjinho da Guarda que tantas vezes tens estado presente, obrigada mãe, pai, obrigada filho, filhos, joão...
ontem o zizo fez-nos apanhar um susto daqueles. tão grande susto que cada vez que me lembro do que se passou o meu coração começa a bater acelerado e a minha cabeça a latejar.
não vi nada, não estava lá, só umas boas horas mais tarde soube o que aconteceu, mas só de imaginar fico com náuseas, aflita, com os nervos à flor da pele.
o meu zizo é muito distraído. ou não será bem isso. o meu zizo desliga frequentemente do mundo, refugia-se em si mesmo, não escuta, não tem qualquer noção do perigo e, no meio das suas características de asperger, esta é uma das que mais me aflige.
já por várias vezes ele nos deixou em pânico, por, em segundos, desaparecer, indo ao encontro de algo que lhe chamou a atenção. como uma vez aconteceu num parque da cidade (teria ele uns 5 anos) em que se foi juntar a uma família porque queria brincar com os brinquedos que a sua criança tinha. e nós a correr como loucos a gritar o seu nome e a procurá-lo.
ontem a meio da tarde, o zizo foi com a avó chamar o primo para brincar. a minha mãe foi com ele ao pé da casa e, como não havia trânsito nenhum, deixou-o atravessar a rua sozinho. mas tão depressa ele atravessou como voltou para trás. sem olhar, sem parar, sem pensar. sem ouvir a avó gritar "zizo não atravesses, zizo não atravesses"... atravessou e foi apanhado por uma carrinha que lhe bateu e o projetou para a frente. a minha mãe temeu o pior e gritou por Deus. e Deus ouviu. o condutor da carrinha travou a fundo e tudo não passou de um valente susto. o meu zizo apenas pisou e fez um raspão na coxa, Deus e o seu Anjo da Guarda estiveram lá, cuidaram dele, protegeram-no no meio desta horrível situação. ele gritou, chorou acima de tudo com o susto, mas, uma hora depois, já brincava com o primo e com o irmão como se nada se tivesse passado.
[há dois anos, a prima de uma amiga minha morreu atrelada, assim, a atravessar a passadeira frente à escola e essa imagem ainda não me sai da cabeça... ]
o zizo não queria contar nada aos pais. pediu à avó, por favor, para não contar. mas combinaram que era preciso dizer o que se tinha passado, contar a verdade, quando os pais o fossem buscar a ele e ao mano. ele pediu para ser a avó a contar, não queria ser ele...
entretanto rezaram a Deus, agradeceram muito, os meus pais são das pessoas com mais fé que conheço! e tanto há para Lhe agradecer! a "imprudência" da minha mãe, que se esqueceu de que este neto é especial, com toda a certeza fará com que não arrisque de novo a dar-lhe esta autonomia, pelo menos nos próximos anos... (outra das coisas que me tira o sono, a dependência deste rapaz...)
quando chegamos para ir buscar os meninos, relaxados e depois de um simpático jantar a dois (eu já tinha telefonado antes e ninguém me tinha contado nada...), estavam todos reunidos a ver desenhos animados na sala, o zizo e o gugas no sofá muito bem dispostos, mas a minha mãe com uma cara devastada e houve ali um compasso de segundos em que não estava a perceber nada do que tinha acontecido:
- houve um acidente e o zizo magoou-se na perna, disse ela - e eu de imediato pensei que ele pudesse ter caído e magoado, queimado, atacado por um cão, nada de especial, sei lá, o rapaz estava risonho e bem disposto!
mas quando me contou o que aconteceu na estrada e eu visualizei mentalmente a cena, só me consegui agarrar a ele a tremer, não consegui dizer uma palavra... o joão não reagiu muito bem ao "descuido", porque é muito protetor e super-pai-galinha, para ele este gesto foi incompreensível. mas conversamos e tudo se acalmou. infelizmente, são coisas que podem acontecer com qualquer um, mas não se pode facilitar...
Deus meu, em quem sempre acreditei também e a quem, tantas vezes pedi conselhos e ajuda, estou grata por mais este dia, estou grata por todas as provas de amor!
entretanto já conversamos bastante em família, o zizo contou a sua versão:
"foram os meus neurónios mãe, os meus neurónios deviam estar doidos!".
lembra-se de ouvir a avó chamar mas não conseguiu reagir à sua ordem. encolhe os ombros e diz que não sabe porque não obedeceu, diz que estava a andar aos "saltinhos".
e, inocentemente, conclui: "sabes, o l não me tinha ouvido chamar por ele, mas quando a carrinha bateu em mim, travou a fundo e eu gritei, o l até acordou!"
| atravessar na passadeira e só quando não vier nenhum carro;
| se houver semáforo esperar que fique verde para os peões e
| nunca, mas nunca, atravessar sem um adulto ao lado.
agora... é pôr coração ao alto e viver um dia de cada vez, valorizando tudo o que de bom a vida nos dá!
aos meus pais, que nunca me dizem que não quando lhes peço para ficarem com os meninos ( e às vezes sacrificando outras coisas), muito obrigada por tudo!
sempre confiei e confiarei, sei que estando convosco é como se estivessem comigo, sei que dão a vida por estes meninos se for preciso!
Subscrever:
Comentários (Atom)














